© Tete Silva. Todos os direitos reservados.

A fotografia cruzou o caminho de Tete Silva quando ela ainda cursava a faculdade de Psicologia. Graduou-se, mas o apelo da imagem foi mais forte. A partir de então passou a enfrentar os meandros da mente humana com a câmera na mão. Curiosamente, seu interesse voltou-se em primeiro lugar para as fachadas, esculturas, escadas e objetos do cotidiano, onde as transições cromáticas de cinza descobriam um mundo desabitado, desértico.

 

O corpo foi uma conquista posterior – tema despertado quando experimentava a cerâmica –, assim como a cor, um presente da época em que se aventurava pela gravura. No entanto, o corpo humano aparece menos como o habitante dos espaços arquitetônicos fotografados do que como traço ou trecho deslocado (pernas, seios, cabeça...), compondo ele próprio um espaço arquitetural orgânico. Corpos humanos, corpos de mulheres, autorretratos.

 

Mais do que compor espaços, Tete “faz falar” as superfícies, sejam elas inanimadas ou vivas. Talvez por isso a diferença entre o “documental” e o “conceitual” tenha soado para ela, desde o início, como uma falsa dicotomia, já que a fronteira lhe parece ambivalente demais para conter o que precisava ser exprimido. Seja galgando a superfície fria dos objetos inanimados achados nas ruas, seja percorrendo as extensões da pele, interessa-lhe o percurso, as ancoragens e as velocidades da jornada – onde o referente funcionaria apenas como ponto de partida.

 

Foi com o trabalho em gravura que ela fez sua estreia em exposição individual. Outras exposições coletivas vieram, tanto com o trabalho com gravura, quanto com fotografia, no Brasil e no exterior. Foi finalista na Prix Photo Web Aliança Francesa de 2014. Possui também trabalhos em publicações e coleções (Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina e de Campinas; Museo Municipal de Artes Plásticas de Rivera, Uruguai; Centro de Cultura e Informações de Brno, República Tcheca; etc.). Atualmente dedica-se exclusivamente à fotografia.

É membro do Flanares, um coletivo de fotógrafos brasileiros dedicado a fotografia de rua, e do Negras[fotos]grafias - coletivo de fotógrafas negras.


Marcelo Carvalho

 

Link para o CV

Photography crossed Tete Silva’s path while she was still studying for her degree in psychology. She graduated, but the appeal of the image was stronger. Since then she began to face the intricacies of the human mind with the camera in hand. Curiously, her interest turned first to the facades, sculptures, stairs and everyday objects, where the chromatic transitions of gray discovered an uninhabited, desert world.


The body was a later achievement - an issue aroused when experiencing pottery - as well as the color, a gift of time she ventured on engraving. However, the human body appears less as the inhabitants of the architectural spaces photographed than as a displaced trace or patch (legs, breasts, head ...), making itself an organic architectural space. Human bodies, women's bodies, self-portraits.


More than compose spaces, Tete makes the surfaces "talk", whether inanimate or not. So maybe that’s why, for her, the difference between "documentary" and "conceptual" sounds as a false dichotomy, as she sees its border to be too ambivalent to contain what needs to be expressed. While climbing the cold surface of inanimate objects found in the streets, covering the extensions of the skin, she is interested on the route, the anchors and the speed of the journey - where the related works only as a starting point.


It was her work with engraving that made her debut on a solo show. Other group shows came, both with engraving and photography, in Brazil and abroad. She was a finalist in the Prix Photo Web Alliance Française in 2014. She also has works in publications and collections (Museum of Image and Sound of Santa Catarina and Campinas, Brazil; Municipal Museum of Fine Arts in Rivera, Uruguay; Center for Culture and Information Brno, Czech Republic; etc.). Currently she is dedicated exclusively to photography.

She is a member of Flanares, a collective of Brazilian photographers dedicated to street photography, and Negras[fotos]grafias – a colletive of Brazilian black female photographers.


Marcelo Carvalho

 

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